por Getúlio Hortênsio

Há duas partes distintas na lei mosaica: a lei de Deus, promulgada no Monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, estabelecida por Moisés.

Uma é invariável; a outra, é apropriada aos costumes e ao caráter do povo, e se modifica com o tempo.

A Lei de Deus está formulada nos Dez Mandamentos seguintes:

1 – Eu sou o Senhor teu Deus, não terás deuses falsos ao meu lado, nem esculpirás imagens para adorá-las.

2 – Não pronunciarás o meu Santo Nome em vão.

3 – Lembra-te de santificar o dia de sábado.

4 – Honrarás a teu pai e a tua mãe para que tenhas uma longa vida na face da Terra.

5 – Não matarás.

6 – Não cometerás adultério.

7 – Não furtarás.

8 – Não dirás falso testemunho.

9 – Não desejarás a mulher do teu próximo.

10 – Não cobiçarás coisa alguma que não lhe pertença nem ouro nem prata.

Parafraseando Moisés, nos Dez Mandamentos temos:

1 – Quem ama a Deus, ama-o em Espírito e Vida.

2 – Quem ama a Deus, não pronuncia o seu Santo Nome em vão.

3 – Quem ama a Deus, ama-o todos os dias de sua vida.

4 – Quem ama a Deus, honra a seu pai e a sua mãe.

5 – Quem ama a Deus, não mata.

6 – Quem ama a Deus, não comete adultério.

7 – Quem ama a Deus, não furta.

8 – Quem ama a Deus, não mente.

9 – Quem ama a Deus, não deseja a mulher do próximo.

10 – Quem ama a Deus, não cobiça coisa alguma que não lhe pertença: nem ouro, nem prata.

Todos os Dez Mandamentos que Moisés nos trouxe, em realidade, está sintetizado na lei maior:

Amarás ao senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de toda a tua vontade e de todo o teu entendimento, e ao próximo, como a ti mesmo”.

Esta e toda a Lei e aos profetas.

Jesus, na parábola do Bom Samaritano, nos dá a orientação precisa para a conquista da felicidade.

“Levantando-se um doutor da lei, experimentou-o dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: “Que é que está escrito na Lei? Como lês tu?”. Respondeu ele: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de toda a tua vontade e de todo o teu entendimento e ao próximo como a ti mesmo”. Replicou-lhe Jesus: “Respondeste bem, faças isso e viverás”. Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: “E quem é o meu próximo?”. Prosseguindo, Jesus disse: “Um homem descia de Jerusalém a Jericó e caiu nas mãos de salteadores que, depois de o despirem e espancarem, se retiraram, deixando-o meio morto. Por uma coincidência descia por aquele caminho, um sacerdote e quando o viu, passou de largo. Do mesmo modo, também, um levita, chegando ao lugar e vendo-o, passou de largo. Um samaritano, porém, que ia de viagem, aproximou-se do homem e, vendo-o, teve compaixão dele, e chegando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, e pondo-o sobre seu animal, levou-o para uma hospedaria e tratou-o. No dia seguinte, tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse: “Trata-o e quanto gastares de mais, na volta, o pagarei. Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu o doutor da lei: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe Jesus: “Vai e faze tu o mesmo”.

Lucas, X, 25-37