A polícia avança nas investigações e deve, após resultados de perícia técnica, solicitar geolocalização de celular para confirmar indícios e pedir prisão. Saiba mais
por Fernando Aires
O caso ocorrido em março e que resultou na morte de dona Maria Anita da Silva, de 87 anos, no Tatuapé, está cada vez mais próximo de ser esclarecido. Após meses de trabalho minucioso, a Polícia Civil já identificou um forte suspeito de ser o motorista que atropelou e matou a idosa, fugindo sem prestar socorro. Em breve, deve ser solicitada à Justiça a quebra de sigilo de geolocalização do celular do investigado para confirmar os indícios e, a partir disso, formalizar o pedido de prisão.
No dia 30 de março, por volta das 20h10, dona Maria Anita caminhava pela rua Nova Jerusalém, na altura do nº 171, logo após sair da igreja, quando foi atingida por um veículo em alta velocidade. O impacto arremessou a idosa e, mesmo ciente do ocorrido, o motorista não parou. A vítima chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O laudo apontou fraturas múltiplas e gravíssimas, incompatíveis com a sobrevivência.
Segundo o advogado, dr. Gustavo Thal, “o suspeito já foi formalmente identificado e a polícia civil prepara o pedido para acessar dados de geolocalização do celular dele na data e hora do crime.”.
Imagens e relatos afunilam a investigação
Algumas câmeras de segurança flagraram o momento exato do atropelamento, mas sem nitidez suficiente para identificar a placa do carro ou o rosto do motorista. Ainda assim, testemunhas relataram detalhes importantes: tratava-se de um homem branco, de cabelo escuro, aparentando ter entre 20 e 30 anos. O veículo foi descrito como uma BMW azul, informação confirmada por análise técnica da Polícia Científica.
De acordo com o advogado da família, Gustavo Thal, a investigação chegou ao modelo exato: um BMW X1, azul-marinho, fabricado em cor específica disponível apenas em um ano de produção. Com isso, a polícia mapeou possíveis proprietários e identificou um deles que reside a cerca de 4 km do local do atropelamento. “O delegado está sendo extremamente cuidadoso, mas também firme. O caso está perto de um desfecho”, afirma Thal.
Próximos passos
O inquérito está em fase avançada. Segundo fontes ligadas à investigação, o suspeito já foi formalmente identificado e a polícia civil prepara o pedido para acessar dados de geolocalização do celular dele na data e hora do crime. Caso o cruzamento de informações confirme a presença no local, a prisão será solicitada imediatamente.
A Polícia Civil reforça o apelo para que quem tenha qualquer registro em vídeo da noite de 30 de março encaminhe o material para contato@conexaopaulistana.com.br. O sigilo do colaborador será preservado.


