Na decisão, a dupla composta pelo brasileiro enfrentou o britânico Ruben Harris e o austríaco Maximilian Taucher, cabeças de chave número 1 do ranking.
Da Redação
O tenista Luiz Calixto disputou, nesta sexta-feira (5), a final de duplas do US Open juvenil de tênis em cadeira de rodas, em Nova York, Estados Unidos, e terminou como vice-campeão ao lado do norte-americano Tomas Majestic.
Na decisão, a dupla formada pelo brasileiro enfrentou o britânico Ruben Harris e o austríaco Maximilian Taucher, cabeças de chave número 1 do ranking, e, apesar do esforço, acabou superada por 2 sets a 0 (6/3 e 6/2).
No primeiro set, Calixto e Majestic conquistaram dois pontos de quebra em três oportunidades; contudo, os adversários aproveitaram melhor o saque e fecharam a parcial em 6/3. Já no segundo set, a dupla brasileiro-norte-americana tentou equilibrar a partida, alcançando 57% de aproveitamento no primeiro saque; entretanto, Harris e Taucher confirmaram cinco das sete chances de quebra e, por isso, garantiram a vitória por 6/2, assegurando o título.
Assim, o tenista mineiro, que já havia erguido o troféu de campeão do Australian Open e também havia sido vice em Roland Garros neste ano, somou mais um resultado expressivo na temporada internacional.
Além disso, o atleta acumulou três medalhas no Parapan de Jovens de Bogotá 2023: ouro nas duplas mistas, prata nas duplas masculinas e bronze no individual.
Na chave de simples do US Open, entretanto, os mineiros Daniel Rodrigues (categoria Open) e Leandro Pena (Quad) não avançaram da fase classificatória. Do mesmo modo, no juvenil, a mineira Vitória Machado encerrou sua participação ainda na primeira fase.
Do farol para a quadra
No cruzamento movimentado, enquanto o semáforo fechava, Luiz Calixto aproveitava a fila de carros para vender balas e paçocas aos motoristas. Entre os veículos parados, o técnico da seleção brasileira de tênis em cadeira de rodas, Léo Butija, observou o jovem vendedor e, em seguida, fez um convite inesperado que, de fato, mudaria o rumo de sua vida.
Quase três anos depois daquele encontro casual, em janeiro, Luiz Calixto já não ocupava mais as esquinas; pelo contrário, brilhava nas quadras. Dessa forma, o brasileiro escreveu um novo capítulo de sua trajetória ao erguer o troféu de campeão do Aberto da Austrália, uma das competições mais prestigiadas do tênis mundial.


