por Diego Mubarack de Melo Xavier

Em um momento decisivo para o futuro político do Brasil, a revolução tecnológica aponta uma direção clara: a inteligência artificial (IA) será o elemento-chave para campanhas eleitorais em 2026. O relatório “Marketing Trends 2025” da Kantar é a bússola que orienta essa transformação, ao apontar a IA generativa não apenas como uma inovação, mas como a base para estratégias políticas eficazes, modernas e cirúrgicas. Nas eleições que se aproximam, onde o diálogo com o eleitor será mais disputado e fragmentado, entender esse fenômeno não é uma opção — é uma necessidade para partidos e candidatos que desejam liderar e vencer.
Segundo o relatório, “a inteligência artificial generativa deixou de ser uma promessa para se tornar a ferramenta central na criação e personalização de conteúdo, permitindo campanhas políticas mais eficientes e segmentadas” (Kantar, 2024, p.17). Essa mensagem é clara para o eleitorado brasileiro, agora habituado a receber informações moldadas especialmente para seus interesses, comportamentos e valores, um trunfo indispensável para forças políticas que defendem uma agenda conservadora, pautada na ordem, na liberdade econômica e no respeito às tradições.
A Kantar também ressalta que “98% dos profissionais de marketing planejam ampliar o uso da inteligência artificial em 2025, com 72% já reportando ganhos significativos na qualidade do conteúdo e retorno sobre investimento” (Kantar, 2024, p.15). Esse dado explica por que as forças de direita e extrema-direita, que prezam por eficiência e impacto real, estão investindo pesado em tecnologia para otimizar suas campanhas eleitorais. O uso inteligente da IA pode garantir não apenas maior alcance, mas sobretudo a capacidade de reforçar narrativas consistentes, alinhadas à defesa da segurança pública, da família e da soberania nacional — temas caros ao eleitor dessas correntes.
O relatório alerta, porém, para um ponto crucial: “a segurança dos dados e a confiança do público são as maiores prioridades para 2025” (Kantar, 2024, p.23). A crescente preocupação com privacidade e a demanda por transparência são desafios que a direita e a extrema-direita precisam enfrentar com seriedade, mostrando compromisso ético e respeito às instituições.
Somente assim será possível construir relações sólidas de confiança e diferenciar-se de narrativas manipuladoras que inundam as redes sociais.
Por fim, o estudo enfatiza que “o futuro da comunicação política estará marcado pela hiperpersonalização e pela integração entre canais digitais e tradicionais, exigindo dos profissionais um equilíbrio entre inovação tecnológica e compromisso ético” (Kantar, 2024, p.29). Este é o verdadeiro testamento para as campanhas de 2026: a capacidade de inovar sem perder a essência dos valores que movem seus eleitores, a clareza e a firmeza no discurso que realmente representa o Brasil que muitos desejam.
O relatório completo do “Marketing Trends 2025” da Kantar pode ser acessado nesta página.
Diante destes fatos, a pergunta que fica é esta: estará a direita e a esquerda brasileira preparada para usar a inteligência artificial não só como ferramenta, mas como aliada decisiva para reafirmar seus valores numa eleição que promete ser histórica? A resposta poderá definir o rumo político do país pelos próximos anos.



