por Pedro Hensel

A Parashá Terumá (ou Trumá), Êxodo 25:1–27:19, é a 19ª porção semanal da Torá, focada na instrução divina para a construção do Tabernáculo (Mishcan) e seus utensílios. Deus ordena a coleta de ofertas voluntárias (“terumá”) para construir um santuário, permitindo que a Sua presença habite entre o povo. 

Mesmo quando você doa, você recebe.

Principais Instruções em Terumá:

Oferendas: Materiais preciosos como ouro, prata, linho e madeira, trazidos com o coração voluntário.

Arca da Aliança (Aron): Estrutura para as Tábuas da Lei, com os querubins na cobertura.

Mesa Sagrada (Shulchan): Para os Pães da Proposição.

Menorá: O candelabro de ouro puro.

Estrutura do Mishcan: Detalhes de cortinas, paredes e cobertura.

Altar de Cobre: Para o pátio externo. 

O tema central é criar um “lar” para a presença Divina no mundo, destacando que a construção deve seguir fielmente o modelo mostrado a Moisés no monte. Esta porção é lida geralmente em fevereiro

Segundo Gunther Plaut o Tabernáculo-Mishkan, “habitação”, ou Tenda (Ohel), era uma estrutura de cerca de 15 metros de comprimento, 12 metros de altura e 5 metros de largura, em cuja parte de trás ficava o tabernáculo interior, com 5 por 5 metros, onde ficava a arca de aliança. Esta câmara chamada Santos dos Santos era separada por uma cortina do restante da estrutura. Em frente a ela está uma área sagrada, com mesa, pão,candelabro e altar. Separado desta poruma cortina estava o átrio fechado.

Diz-se Êxodo 25:8: “E eles Me farão um santuário, para que Eu habite no meio deles”- deles, o povo judeu, não dele, o santuário. Porquê segundo o Judaísmo, Dus não é humano, não tem atributos físicos ou humanos, ou seja não há um ser-humano que seja Dus.

Cada um deve construir um Tabernáculo em seu próprio coração para que Dus habite nele.

Porquê o coração e a substância da Torá é tsedaká (caridade, justiça social) e mitsvôt (boas ações).

Pedro Augusto Franchini Hensel é bacharel em Direito e estudioso pesquisador.