por Sérgio Miranda
Meu nome é Sergio Miranda, e nestas linhas repousa a mais bela parte da minha vida: a história de amor que vivi com minha eterna Evelaine Cristina, a mulher que caminhou ao meu lado por 41 anos.

Nossa história começou suave, quase tímida — primeiro como uma simples conhecida, depois como amiga na doçura da adolescência. E, como se o destino já soubesse o que estava escrevendo, aos 16 anos ela se tornou minha namorada. Aos 18, entregou-me o privilégio de ser seu primeiro homem, enquanto eu, aos 23, descobria nela a minha primeira mulher. Crescemos juntos, aprendemos juntos, sonhamos e construímos uma vida inteira de cumplicidade, carinho e amor.
Conto essa história desde o seu primeiro olhar até o dia mais doloroso da minha existência: 16 de janeiro de 2024. O câncer, que havia nos desafiado dez anos antes, voltou como uma sombra insistente — e, dessa vez, levou minha Doce Evelaine para além dos meus braços, mas jamais para longe do meu coração.
Há dois anos e dois meses escrevo, todos os dias, sobre o que vivemos e sobre o que ainda sinto. Cada palavra é uma forma de abraçá-la outra vez, de manter viva a chama que o tempo não apaga.
Nos últimos cinco dias, pela primeira vez, o diário ficou em silêncio. Mas o silêncio não é ausência de amor. Não é cansaço. Não é fim de palavras. O amor que sinto por ela continua inteiro, ardendo forte no meio do peito.
Foram dias difíceis, de enfrentamentos comigo mesmo. Precisei parar, respirar fundo, reorganizar pensamentos, encarar decisões adiadas e compreender que também preciso cuidar da vida que ainda pulsa em mim. O silêncio foi pausa, não despedida.
O Diário de Uma Saudade, que Dói… continuará — porque o meu amor continua. Apenas seguirá de maneira mais serena, mais suave. Quero escrever quando o coração estiver pronto, quando eu puder parar sem pressa, sem correria, e permitir que as lembranças venham como brisa mansa, não como tempestade.
Agradeço, com o coração transbordando gratidão, às milhares de pessoas que acompanham essas palavras todos os dias. E, de forma muito especial, às centenas que me escreveram preocupadas com o silêncio. Vocês são testemunhas de um amor que o tempo não venceu.
Meu amor continua vivo. A saudade cresce, a tristeza às vezes pesa, mas o propósito permanece inabalável: continuar declarando, em cada linha, o quanto eu amo você, minha eterna Evelaine.
Sérgio Miranda é escritor e assessor na CET- Companhia de Engenharia de Trafego


