por Sérgio Miranda

Nesse sábado, fiquei em casa para organizá-la e enquanto lavava a calçada passou uma vizinha que trabalhou a muito tempo atrás com a Evelaine (de agosto de 1984 à agosto de 1987).

A empresa era a Nitro Química do Grupo Votorantim, e elas trabalharam no setor de Xerox e Gráfica.

O pai da Evelaine trabalhava nessa mesma empresa, e ela com 14 anos teve seu primeiro registro na Carteira de Trabalho.

A Evelaine era a filha mais velha e tinha 3 irmãos mais novos, e foi trabalhar para ajudar a sua família.

Conversando com essa vizinha e amiga, perguntei como era a Evelaine naquela época, e ao descrevê-la essa amiga estava narrando exatamente o que a Evelaine foi a vida inteira: “A “Luxa” era alegre, divertida, amiga, conselheira e que sempre estava cantarolando alguma coisa”.

“Luxa”, me lembrei que ela tinha esse apelido lá, assim como também já teve o apelido de “Preta”, porque quando criança era mais morena.

Depois veio o apelido de Shinha (apelido no meio da minha família), e em seguida o apelido de “FU”.

Na primeira escola que ela trabalhou, sem querer eu que dei o apelido de “Delicia”.

Isso porque fui apresentar, como cerimonialista, uma formatura das crianças na escola em que a Evelaine trabalhava, e ao formar a mesa solene convidando as professoras, quando chegou a vez dela deixei escapar: “Convido a professora Delicia,  Evelaine Cristina Miranda”, o auditório caiu na risada e o apelido pegou.

Encontrei algumas fotos da época da Nitro Química (era dezembro de 1986), e a Evelaine estava grávida e tínhamos casado algumas semanas atrás.

Antes dessa conversa com a vizinha, olhando essas fotos eu tinha ficado um pouco incomodado porque fiquei com ciúmes de um colega dela que aparece nas imagens.

Perguntei sobre ele para a vizinha que riu e disse que não tinha problema, pois esse rapaz tinha uma outra opção sexual, que não era mulheres.

O que foi confirmado por um amigo que relatou a mesma coisa.

Cada um tem sua preferência, o bom é que essa informação me tirou um pouco o ciúmes que senti. Até falei para essa vizinha: “Se a Evelaine estivesse aqui eu ficaria chateado com ela”.

Sérgio Miranda é escritor e assessor na CET- Companhia de Engenharia de Trafego