Geolocalização de celular e laudos técnicos devem confirmar envolvimento de motorista que fugiu após atropelamento. Suspeito segue investigado. Acompanhe:
por Fernando Aires
A Polícia Civil de São Paulo está a um passo de solicitar a prisão do principal suspeito pelo atropelamento que matou Maria Anita da Silva, de 87 anos, no bairro do Tatuapé, zona leste da capital.
O caso ocorreu em 30 de março e mobiliza investigadores há mais de seis meses. O último andamento das investigações foi a polícia oficiar o carro cujo motorista atropelou e matou a idosa, para pedir os dados de geolocalização do veículo, bem como a resposta do resort demonstrando que ele estava lá.
O atropelamento
Na noite de 30 de março, por volta das 20h10, dona Maria Anita deixava a igreja e caminhava pela Rua Nova Jerusalém, altura do nº 171, quando foi atingida por um carro em alta velocidade. O impacto foi tão violento que a idosa foi arremessada e sofreu múltiplas fraturas. Apesar de ser socorrida e levada ao hospital, não resistiu. O motorista fugiu sem prestar assistência.
O laudo médico apontou lesões graves e incompatíveis com a sobrevivência. Desde então, familiares e vizinhos cobram respostas das autoridades.
Suspeito mapeado
Embora as câmeras de segurança da região tenham registrado o atropelamento, a baixa qualidade das imagens dificultou a identificação da placa e do condutor. Ainda assim, depoimentos de testemunhas forneceram pistas quentes: tratava-se de um homem branco, cabelo escuro, entre 20 e 30 anos, dirigindo uma BMW azul.
A Polícia Científica confirmou que o veículo era um BMW X1 azul-marinho, fabricado em uma cor específica disponível apenas em determinado ano de produção. Esse detalhe reduziu significativamente a lista de possíveis proprietários. A investigação chegou a um nome: um homem que mora a menos de 4 quilômetros do local do atropelamento e que se encaixa no perfil descrito pelas testemunhas.
O problema é que o suspeito alega que o carro estava guardado desde fevereiro em um estacionamento e no dia do atropelamento, ele estava em um resort longe da capital.
Segundo os advogados do caso, é preciso aguardar uma resposta do resort, confirmando se o proprietário do veículo esteve realmente hospedado no dia, e claro, a geolocalização do celular do mesmo, para confirmar a provável culpa no atropelamento.
Etapas finais da investigação
De acordo com fontes ligadas ao inquérito, o delegado responsável tem conduzido o caso com cautela, reunindo provas técnicas e testemunhais antes de avançar com o pedido de prisão. A estratégia é reforçar a consistência das acusações, evitando brechas que possam ser exploradas pela defesa.
“Trata-se de um trabalho minucioso, mas que está próximo de um desfecho. A expectativa é que, com a análise de geolocalização, tenhamos a confirmação definitiva para que a prisão seja solicitada ao poder judiciário”, afirma o advogado Gustavo Thal.
Colaboração da população
A polícia mantém o apelo à população para que forneça novos registros da noite do crime. Qualquer imagem de câmeras de segurança ou celular pode ser decisiva. O material pode ser enviado para contato@conexaopaulistana.com.br



