por Sérgio Miranda

Ter visto o amor da minha vida sofrer, como a Evelaine sofreu, me transformou em outra pessoa.

Ver uma mulher tão especial, tão boa, amável com todos, grata por tudo, feliz o tempo todo, que fazia diferença por onde andasse, sem ambições, sem vaidades, e sempre presente na vida das pessoas que se relacionavam com ela, ter que passar por um sofrimento tão grande e terrível, avassalador, implacável, torturante, e tão triste, me fez olhar a vida com outros olhos.

Mudei a forma de enxergar a vida e me tornei uma pessoa sem esperança, sem graça, sem vontades.

Posso viver outros 100 anos, mas em nenhum desses poderei encontrar a Evelaine.

Desde que ela partiu a busco, de uma maneira alucinante. Faço isso o tempo todo e de várias formas. Procuro por ela quando vou a lugares onde estivemos juntos; ou por meio da imaginação, recordando acontecimentos; ou ainda quando converso com pessoas que estiveram por um tempo convivendo com ela; ou mesmo quando conservo uma peça de roupa que usava; ou ainda quando me desmancho em lágrimas ao ficar por horas olhando suas fotos, e sei que nada disso me trará a Evelaine de volta.

Criei um mundo paralelo onde converso com minha Doce Evelaine, lhe faço carinhos, ouço os comentários que certamente ela faria, e chego a alimentar um ciúmes dela ao criar um cenário que alguma imagem me traz.

Sei que estou louco, mas estou louco de amor.

O amor tão desejado e buscado por todos é um sentimento único, verdadeiro, insubstituível, puro, lindo, e completo, mas pode levar um homem ao inferno, se esse amor não for mais possível ser vivido.

Você pode passar por uma vida sem tê-lo encontrado, e tudo bem, acho que a vida vai valer a pena assim mesmo, mas ao encontrar esse amor nada será igual como antes.

E quando se perde esse amor?

A minha resposta, baseada no que sinto, e como sinto, é que se perde tudo, inclusive a esperança.

Por favor, não me critique, sei que você pode pensar e crer diferente, mas está tudo bem.

Só estou triste e vivendo uma experiência que jamais sonhei.

Sei que é a saudade da minha Doce Evelaine que está fazendo isso comigo.

Essa é a minha vida agora.

Sérgio Miranda é escritor e assessor na CET- Companhia de Engenharia de Trafego