por Pedro Hensel

Parashat Beshalach (Êxodo 13:17-17:16) é a 16ª porção semanal da Torá, cujo nome hebraico significa “Quando [ele] soltou” ou “Quando enviou“. A Parashá relata eventos fundamentais como a divisão do Mar Vermelho, a saída do Egito, o cântico de Miriam, o maná do céu e a batalha contra Amalec. 

Pêssach-Páscoa Judaica fala há 3400 anos sobre democracia, Estado Constitucional/Monarquia Constitucional, contra Estados absolutistas/Monarquias Absolutistas.

Pêssach, a “Páscoa Judaica”, comemora a libertação dos hebreus após mais de dois séculos de cativeiro no Egito:sua miséria e sofrimento, a divina missão confiada a Moisés e seu irmão Aarão, os incansáveis esforços de ambos para conseguirem libertar seu povo da opressão, a obstinada resistência do Faraó, as pragas que Dus lançou sobre os egípcios para que o Faraó permitisse a saída dos hebreus, e finalmente sua partida do Egito.

O Êxodo do Egito tornou-se o ponto central da História Judaica, pois cristalizou a identidade nacional e marcou o nascimento dos judeus como um povo livre.

Existem alguns paralelos significativos entre a Páscoa Judaica e a Páscoa Cristã. Ambos os feriados comemoram a redenção. Pêssach, a Páscoa Judaica celebra a redenção de um povo, enquanto a Páscoa Cristã comemora a redenção e ressureição de um homem. 

Ambos resultam a liberdade: Pêssach- um povo libertando-se do cativeiro. Páscoa- um homem libertando-se do pecado e da morte.

Pedro Augusto Franchini Hensel é bacharel em Direito e estudioso pesquisador sobre a Cultura Judaica e sua Fé.