por Sérgio Miranda

Hoje, abro estas páginas com o coração ainda mais sensível, como quem segura uma lembrança com as duas mãos para que ela não se desfaça no tempo. Quero registrar aqui uma mensagem que recebi de alguém que acompanha este diário — e que, de alguma forma, também passou a caminhar conosco.
Decidi trazê-la para cá porque, ao lê-la, senti que um dos meus maiores propósitos está sendo tocado: mostrar ao mundo como viveu a minha doce Evelaine. E perceber que essa essência está chegando às pessoas, sendo acolhida com carinho, me emociona profundamente.
Saber que estou conseguindo falar de você, Evelaine, de um jeito que honra quem você foi… aquece minha alma. Porque você não foi apenas amor na minha vida — você foi luz. E essa luz tocou todos que tiveram o privilégio de cruzar o seu caminho.
A mensagem dizia assim:
“Bom dia, Sérgio Miranda. Deus abençoe sua vida cada vez mais. Que maravilha essa homenagem à sua linda e doce Evelaine… linda por dentro e por fora. Como admiro vê-la nos vídeos, sempre sorrindo, dedicada em tudo que colocava suas mãozinhas… delicada em cada gesto, até nos momentos difíceis. Foi uma diva no amor. Transparente, sábia, inteligentíssima… fazia tudo com amor. Ah, como eu gostaria de ter conhecido essa mulher guerreira, que transbordava carinho e dedicação… mas o maior amor dela era você, Sérgio — depois de Jesus, é claro. Você foi amado com delicadeza total. Ela amou com tudo o que tinha. Doce Evelaine… eterna. É impossível não amar uma mulher assim. Ela nos ensina, a cada postagem, o que é ser mulher por inteiro. Parabéns, Sérgio, por esse amor de quase 41 anos… e ela também foi privilegiada por ter você. Um abraço. Fique com Jesus.”
(Mah Souza)
Por causa deste diário, recebo centenas de mensagens todos os dias — e faço questão de responder cada uma delas. É a minha forma de agradecer. Porque, em cada palavra que recebo, existe um gesto de cuidado, um tempo dedicado… e isso tem um valor imenso.
Quando comecei a escrever, não imaginava, Evelaine, até onde essas palavras chegariam. Mas hoje vejo pessoas de todos os cantos, de todas as idades… algumas carregando suas próprias dores, outras chegando por curiosidade — e a maioria permanecendo por respeito, por empatia, por amor à nossa história.
A nossa história…
Ela não é perfeita. Não tem um final feliz como nos contos que o mundo gosta de contar. É, sim, marcada por uma saudade que dói. Mas é real. Intensamente real. É a história que você e eu vivemos — e que agora, sozinho, eu continuo escrevendo… com a esperança de, em cada linha, manter você viva aqui ao meu lado, até o meu último suspiro.
Porque o que sinto por você, meu amor… nunca diminuiu.
Não diminuiu nas tempestades que enfrentamos.
Não diminuiu diante das dores do tratamento.
Não diminuiu quando a doença, cruel, me roubou você.
E não diminuiu sequer na ausência desses dois anos e três meses que parecem uma eternidade silenciosa.
Não sei até onde este diário irá…
Mas sei que este amor — o meu amor por você — não conhece fim. Ele me acompanha além do tempo, além da saudade, além da própria vida.
E disso, minha doce e eterna Evelaine…
eu tenho absoluta certeza.
Sérgio Miranda é escritor e assessor na CET- Companhia de Engenharia de Trafego



