por Pedro Hensel

Boa parte desta parashá é voltada à tahará e tum´á dos cohanim (sacerdotes), lembrando que os termos tahará (pureza) e tum´à (impureza) são conceitos totalmente espirituais. Ela trata dos casamentos que lhe são proibidos, da proibição de um cohen de se impurificar com mortos e dos cuidados que ele deve ter para isso não acontecer. Ele só pode se impurificar por alguns parentes próximos (esposa, pai,mãe,filho,filha,irmão e irmã não casada), sendo que o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) não pode se impurificar nem mesmo com parentes próximos.
Depois, a Torá discorre sobre os defeitos físicos num cohen e ensina quais deles impossibilitam-no de servir no Beit Hamikdash (Templo). Embora não possa trabalhar no Templo, ele pode comer das terumot (porções retiradas da produção agrícola e doadas pelo povo hebreu) que podem ser consumidas apenas pelos cohanim, assim como dos kodashim- todas as partes das oferendas doadas aos cohanim.
Uma vez que foi abordado o assunto de terumá, a Torá-A Lei de Moisés-O Pentateuco, os primeiros cinco livros da Bíblia Hebraica, traz mais algumas leis relacionadas e ensina que a filha de um Yisrael casada com um cohen pode comer terumá, enquanto a filha de um cohen que casa com um Levi ou Yisrael não pode mais comer dela. Se ela enviuvar ou divorciar, pode voltar a comer da terumá, se não tiver filhos deste casamento.
Em Seguida, a Torá menciona os defeitos que invalidam um animal para ser trazido como corban (sacrifício/oferenda).
Após este assunto, a Torá narra sobre as festividades observadas ao longo do ano. Principia com a Shabbat e continua com Pêssach/A Páscoa Judaica, a contagem do Ômer, Shavuot/Semanas/Pentecostes, Rosh Hashaná/O Ano novo judaico, Yom Kippur/O Dia do perdão, e Sucot/Cabanas. Este trecho da Torá é lido no segundo dia de Pêssach e nos dois primeiros dias de Sucot (em Israel, só no primeiro).
No final da parashá, a Torá instrui sobre o serviço realizado em dois objetos sagrados do Templo:a mitsvá/boa ação/mandamento/preceito de acender a Menorá (o candelabro) todas as tardes e a mitsvá de deixar 12 pães em cima do Shulchan, a mesa especial do Templo, durante toda a semana. São trocados por pães frescos a cada Shabbat, sendo então servidos aos cohanim.
A parashá termina contando sobre um indivíduo que blasfemou contra Dus, no deserto, e qual foi sua punição.
Pedro Augusto Franchini Hensel é bacharel em Direito e estudioso pesquisador.



