por Sergio Miranda

Ainda te sinto tão perto de mim, Evelaine.

Já se passaram 1.022 dias desde que você partiu, mas você continua presente em cada um dos meus pensamentos. Ainda te sinto aqui, como se nunca tivesse ido, não apenas dentro do meu coração, mas em nossa casa e por todos os lugares por onde caminho.

Sei que isso pode parecer uma maluquice, mas você continua presente na minha vida, como sempre esteve, minha Evelaine.

É incrível como esse amor que sinto por ti me acompanha e embala meus sonhos, até mesmo aqueles que tenho quando estou acordado.

É como se eu vivesse duas vidas: uma real, na qual trabalho muito e desfruto da companhia dos nossos netos. Mas, enquanto tudo acontece, vou te imaginando aqui, participando de tudo, acompanhando meus movimentos com teu olhar, às vezes sorrindo para mim, outras me recriminando por algo errado que estou fazendo (e como abuso desse direito!).

A verdade, Evelaine, é que você continua fazendo parte da minha existência.

Sabe, meu amor, preciso te confessar que a solidão me fez, por um instante, pensar em buscar a companhia de outro amor. Mas logo percebi que isso não será mais possível.

Afinal, como poderia compartilhar a vida com outra mulher, tendo você o tempo todo nos meus pensamentos?

Não seria justo com esse novo amor. Como poderia acordar ao lado dela e pensar em você?

Como poderia vê-la sentada ao meu lado no carro, enquanto dirijo, se seria você quem meus olhos procurariam? Eu não conseguiria esconder o que ainda sinto por ti, Evelaine, mesmo sabendo que sua volta jamais será possível.

A conclusão a que chego é que não preciso buscar outra pessoa. Preciso apenas aprender a viver com as lembranças de todos os momentos que compartilhamos.

Isso me tortura, meu amor, mas também me traz a doce ilusão da tua companhia.

Vou continuar vivendo assim, lembrando dos teus carinhos e quase sentindo o calor das tuas mãos. Vou continuar ouvindo tua voz, imaginando ganhar um sorriso teu. Vou continuar aqui, falando desse amor que não se acaba, minha Doce Evelaine, tentando disfarçar essa minha loucura.

Sérgio Miranda é escritor e assessor na CET- Companhia de Engenharia de Trafego